Evitar o conflito raramente é uma decisão consciente. É uma resposta rápida, aprendida em contextos onde discordar trazia afastamento.
O silêncio pode manter a relação estável durante algum tempo. O que não é dito, porém, continua presente: aparece no cansaço depois de certos encontros, ou na sensação de estar a assistir à relação, em vez de a viver.
Muitas vezes o desconforto surge antes de conseguirmos nomeá-lo, e a reação imediata é concordar só para que a conversa termine.
Aproximar-se do conflito não significa discutir mais. Pode começar por dizeres o que sentes durante a conversa, ou por pedires tempo antes de responder.
Uma relação que suporta desacordo torna-se mais previsível, não menos segura. Quando é possível dizer o que incomoda, deixa de ser necessário afastar-se para proteger aquilo que importa.